“SE EU PUDESSE, EU LEVARIA”: AVIÃO NA PRAÇA DE CANARANA DESPERTA EMOÇÃO E LEMBRANÇAS DE QUASE 50 ANOS

“SE EU PUDESSE, EU LEVARIA”: AVIÃO NA PRAÇA DE CANARANA DESPERTA EMOÇÃO E LEMBRANÇAS DE QUASE 50 ANOS
“SE EU PUDESSE, EU LEVARIA”: AVIÃO NA PRAÇA DE CANARANA DESPERTA EMOÇÃO E LEMBRANÇAS DE QUASE 50 ANOS

Na praça de Canarana, uma aeronave que muitos enxergam apenas como parte da paisagem guarda lembranças de um passado que ajudou a construir o município. E um reencontro recente mostrou que algumas histórias permanecem vivas mesmo depois de décadas.

Na correria do dia a dia, muitas vezes passamos pela praça sem perceber o verdadeiro significado daquele avião. Mas, para quem viveu parte de sua história, olhar para a aeronave é voltar no tempo.

Foi o que aconteceu com o empresário Dejair Zonta, de Chapecó, Santa Catarina. Ao se deparar com o avião, ele ficou emocionado ao reconhecer uma aeronave que fez parte de momentos importantes de sua juventude.

Dejair conta que, entre 1976 e 1978, o avião era utilizado para transportar grandes equipes de futebol para Chapecó, como Grêmio, Internacional, Atlético Paranaense e Caxias.

Na época, o aeroporto da cidade tinha uma pista pequena e de chão. A chegada do avião era um acontecimento. A população corria para acompanhar os pousos e, quando a aeronave decolava, uma grande nuvem de poeira tomava conta do local.

Quase 50 anos depois, o reencontro aconteceu em Canarana.

A última vez que Dejair havia estado no município foi em 28 de fevereiro de 1986, quando veio negociar uma área de terra com a Coopercana, na região de Querência. Chegar até a região era uma verdadeira aventura, com trechos percorridos de Kombi e picape Willys.

Ao retornar quatro décadas depois, encontrou uma Canarana completamente diferente.

O crescimento da cidade o surpreendeu e despertou lembranças dos tempos em que tudo ainda estava começando. Ele também fez questão de lembrar os pioneiros, entre eles Norberto Schwantz, e a importância da Coopercana para o desenvolvimento do município.

Diante do avião, Dejair resumiu o sentimento de quem reencontra uma parte da própria história. Chegou a dizer, em tom de brincadeira, que, se pudesse, compraria a aeronave e a levaria embora.

Mas talvez o lugar dela seja exatamente onde está: na praça, no coração de Canarana.

Aquele avião não representa apenas a história da aviação. Ele lembra os pioneiros, as famílias que chegaram quando tudo ainda estava começando e as dificuldades enfrentadas para transformar sonhos em realidade.

Hoje, Canarana é uma cidade forte, com agricultura, comércio, empresas e desenvolvimento. Mas antes de tudo isso existiu uma pequena cidade construída pelo trabalho e pela coragem de quem acreditou no futuro.

Por isso, da próxima vez que passar pela praça, talvez valha a pena parar por alguns segundos e olhar para aquele avião com outros olhos.

Porque ele pode parecer apenas uma aeronave antiga.

Mas, para Canarana, ele é uma parte viva da memória de quem ajudou a construir a cidade.

E, mesmo em silêncio, continua contando uma história que não pode ser esquecida.