Ciopaer reforça buscas por homem desaparecido em Canarana com apoio aéreo especializado
As buscas por Evane Luiz da Silva, desaparecido desde a madrugada do último dia 31 de maio, ganharam um importante reforço nesta semana em Canarana. A equipe do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) passou a atuar em conjunto com o Corpo de Bombeiros na tentativa de localizar o homem, cuja última movimentação conhecida ocorreu nas proximidades da região onde as equipes concentram os trabalhos.
O delegado da Polícia Civil e piloto do Ciopaer, Fábio Beccardi, explicou que a missão da unidade é prestar apoio às forças de segurança em operações de maior complexidade.
"A função precípua do Ciopaer é apoiar as forças de segurança, seja a Polícia Militar, Polícia Civil ou Corpo de Bombeiros. Hoje estamos em Canarana para auxiliar o Corpo de Bombeiros nas buscas por esse rapaz desaparecido", destacou.
Segundo o delegado, a equipe é formada por profissionais altamente capacitados para atuar em diferentes tipos de ocorrências.
"Nossa equipe é composta por tripulantes treinados, operadores aerotáticos que possuem conhecimento nas atividades desenvolvidas pelo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Polícia Civil. Vamos permanecer dando apoio pelo tempo que for necessário ou até que seja entendido que não há mais necessidade da utilização da aeronave", afirmou.
A estratégia inicial consiste em embarcar o responsável pelas buscas terrestres para que ele possa indicar os pontos prioritários durante os sobrevoos.
"Vamos embarcar o coordenador das buscas, que irá nos direcionar às áreas de interesse. A partir dessas informações, faremos o apoio aéreo para tentar localizar a vítima", explicou Beccardi.
O Cabo R. Silva, do Corpo de Bombeiros, ressaltou que todos os recursos disponíveis estão sendo utilizados na operação.
"Estamos empregando todos os meios possíveis para localizar a vítima. A partir do momento em que encontramos objetos pessoais e vestimentas, as buscas passaram a ter um direcionamento. Antes disso, os trabalhos eram praticamente aleatórios, porque ninguém havia visto exatamente para onde ele seguiu", relatou.
O militar destacou que a atuação da cadela farejadora foi fundamental para dar um novo rumo à operação.
"O cão localizou e sinalizou os objetos pessoais da vítima. Como a área é muito extensa, o apoio do Ciopaer se tornou indispensável para ampliar nossa capacidade de busca", afirmou.
Entre as principais dificuldades enfrentadas pelas equipes estão a falta de informações precisas e as características do terreno.
"O desaparecimento ocorreu durante a madrugada, em um local com pouca visibilidade. Além disso, a área é muito grande. Essa foi a nossa maior dificuldade", explicou o cabo.
Durante as diligências, os bombeiros encontraram pegadas descalças a aproximadamente 1.400 metros do local onde estavam as roupas identificadas pelos familiares.
"Precisamos investigar essa hipótese com cautela. As pegadas podem ser da vítima, mas também registramos a presença de indígenas realizando atividades de caça na região. Por isso, é necessário averiguar cada indício de forma minuciosa para descartar possibilidades e avançar gradativamente nas buscas", ressaltou.
As operações continuam mobilizando bombeiros, policiais civis e a equipe aérea do Ciopaer, enquanto familiares aguardam por respostas sobre o paradeiro de Evane Luiz da Silva.

Kiko Pinheiro


