Bombeiros e Polícia Militar evitam tragédia após negociação com homem em crise em Canarana
Uma ação conjunta entre o 6º Núcleo de Bombeiro Militar (6º NBM) de Canarana e a 5ª Companhia Independente da Polícia Militar (5ª CIPM) evitou uma tragédia na noite de segunda-feira (6). Um homem em grave crise emocional, que ameaçava tirar a própria vida, desistiu do ato após cerca de 50 minutos de negociação conduzida pelas equipes de segurança.
A ocorrência foi registrada por volta das 19h, em uma empresa do município. Ao chegarem ao local, os bombeiros encontraram a vítima sobre uma estrutura com aproximadamente 20 metros de altura, em situação de risco.
O comandante do 6º NBM, tenente Sena, subiu até o local para conversar com o homem, enquanto os demais bombeiros prestavam apoio e mantinham a operação em segurança. A direção da empresa também colaborou durante toda a ocorrência, assim como a Polícia Militar.
Segundo o tenente Sena, o diálogo foi decisivo para preservar a vida da vítima.
"Foi um diálogo bastante tenso, de aproximadamente 50 minutos. Nós ouvimos a vítima, deixamos que ela falasse sobre seus problemas, sem julgamentos. Com paciência e os conhecimentos adquiridos na nossa formação, conseguimos fazer com que ela desistisse daquele ato e descesse em segurança", afirmou.
O oficial explicou que o homem relatou enfrentar problemas psicológicos e depressão, tornando a ocorrência ainda mais delicada. Por isso, foi necessário aplicar técnicas de gerenciamento de crise aprendidas durante a formação dos bombeiros militares.
Durante toda a ação, a 5ª Companhia Independente da Polícia Militar (5ª CIPM), comandada pelo major Yamada, deu apoio à operação, realizando o isolamento da área e garantindo a segurança para que a negociação ocorresse com tranquilidade.
Graças ao trabalho integrado entre as duas instituições, a vítima aceitou descer da estrutura sem sofrer ferimentos e recebeu o atendimento necessário.
O 6º Núcleo de Bombeiro Militar de Canarana reforça que pessoas que enfrentam sofrimento emocional ou pensamentos suicidas devem procurar ajuda especializada. Amigos, familiares e colegas também desempenham um papel importante ao perceber sinais de alerta e acionar os serviços de emergência.

Kiko Pinheiro


