POLÍCIA CIVIL DE CANARANA APURA ESQUEMA DE ESTELIONATO E FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS EM OPERAÇÃO “MÁSCARA DE PAPEL”

A Polícia Judiciária Civil de Canarana deflagrou nesta segunda-feira (1º) a Operação “Máscara de Papel”, investigando crimes de estelionato e falsificação de documento público. A ação é resultado de um trabalho iniciado após a prisão de dois moradores da cidade pela Polícia Rodoviária Federal, que identificou irregularidades na documentação veicular durante uma abordagem de rotina.

Segundo o delegado Dr. Diogo Jobane, os policiais perceberam que o documento apresentado pelos suspeitos indicava o pagamento do IPVA e licenciamento como sendo do ano de 2025, mas, ao conferir o QR Code, constava como 2023, evidenciando fraude. A investigação revelou que novas vítimas também foram lesadas.

Diante das provas, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em um despachante localizado na Avenida Santa Catarina e na residência do suspeito, resultando na apreensão de celulares, notebooks e documentos que serão periciados.

O suspeito confessou o esquema, admitindo que recebia valores de clientes para o pagamento do IPVA, mas não quitava o tributo integralmente. Em alguns casos, parcelava os débitos e se apropriava do dinheiro, chegando a falsificar documentos para simular a quitação. Apenas com as primeiras vítimas identificadas, o prejuízo já soma cerca de R$ 3 mil, mas a polícia acredita que o número de envolvidos pode ser muito maior.

O delegado orienta que todos os proprietários de veículos que utilizaram serviços de despachantes verifiquem junto ao Detran a situação do IPVA, licenciamento e possíveis multas. Havendo qualquer irregularidade, devem procurar a Polícia Civil para formalizar denúncia.

A investigação segue em andamento. O estabelecimento alvo da operação continua funcionando normalmente, até decisão administrativa do Detran ou determinação judicial. A Polícia Civil aguarda a análise técnica do material apreendido e o surgimento de novas vítimas para concluir o inquérito e encaminhar ao Poder Judiciário.

Dr. Diogo Jobane reforça: “Nosso objetivo é identificar todos os prejudicados e responsabilizar criminalmente quem praticou as fraudes.”