PM reforça policiamento e evita conflito em Campinápolis após acidente com indígena
A cidade de Campinápolis, no Vale do Araguaia, viveu momentos de tensão nesta semana após um acidente de trânsito envolvendo um caminhão e um indígena, que acabou falecendo. O caso gerou revolta entre membros da comunidade indígena, que chegaram a incendiar o veículo envolvido no acidente.
Segundo o comandante regional do 13º Comando da Polícia Militar, com sede em Água Boa, Coronel Gyancarlos, a PM foi acionada logo após o acidente. “A Polícia Militar isolou o local e acionou a Polícia Civil e a Perícia Técnica. Porém, os indígenas estavam muito revoltados, impediram o trabalho da perícia e os policiais tiveram que se retirar”, explicou.
Risco de depredações
No dia seguinte ao acidente, circularam informações de que os indígenas planejavam depredar o comércio do dono do caminhão. Diante do risco, a Polícia Militar reforçou o policiamento na cidade. Foram mobilizadas a Força Tática do 13º Comando Regional, a Força Tática de Barra do Garças e outros policiais militares para garantir a ordem.
Ação preventiva e diálogo
O coronel destacou que a ação rápida evitou que a situação saísse do controle. “Conversamos com lideranças indígenas e com autoridades locais, como juiz, promotor, prefeito e vereadores, para manter a tranquilidade pública e convencer os indígenas a aguardarem o laudo da perícia”, relatou.
Situação atual em Campinápolis
De acordo com a Polícia Militar, neste momento a cidade está em situação de normalidade. “O policiamento foi reforçado e a vida segue tranquila. Não há conflitos nem manifestações. Seguimos monitorando para agir rapidamente, caso algo anormal aconteça”, garantiu o comandante.
Experiência e preparo
Para o coronel Gyancarlos, a pronta resposta da PM foi essencial para evitar algo pior. “Já temos experiência com situações semelhantes em Campinápolis e em outros municípios. Atuamos rápido para manter a ordem e proteger a população”, concluiu.

Kiko Pinheiro


